TELES TERÃO QUE INVESTIR R$2 BILHÕES PARA CUMPRIR METAS

 

Novo plano de universalização prevê exigências até 2025

 

Mônica Tavares

 

BRASÍLIA. Os investimentos e custos de manutenção necessários para as concessionárias — Oi, Telefônica, Embratel, CTBC e Sercomtel — cumprirem as metas do terceiro Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU) são de R$2,118 bilhões, sem considerar as receitas, no período de 2011 e 2025. O gerente de Acompanhamento Econômico da Anatel, Antonio Roberto Zanoni, disse que este cálculo deve ser trazido para o valor presente. O PGMU foi publicado na última sexta-feira para consulta pública que vai até o próximo dia 22.

 

— Nosso cálculo é economicamente bastante conservador — disse Zanoni.

 

O custo das empresas com o PGMU, segundo o gerente, será de R$1,7 bilhão, este valor considera os investimentos e custeios de R$2,1 bilhões menos R$400 milhões de receita. Por outro lado, ele disse que as concessionárias terão um “bônus” de R$968 milhões com os custos que deixarão de ter com algumas metas que serão reduzidas.

 

Zanoni afirmou que a redução da exigência de instalação de telefones públicos — antes eram seis telefones públicos para cada mil habitantes, agora serão 4,5 — as empresas deixarão de ter gastos.

 

Por outro lado, o plano prevê a expansão de metas de implantação da internet em alta velocidade para localidades com mais de mil habitantes e 50 acessos individuais em serviço. Essa meta, por exemplo, dará retorno às companhias. Atualmente, a obrigação das empresas é levar a banda larga a todas as sedes dos municípios até o fim de dezembro deste ano.

 

Jornal: O GLOBO          Autor: 

Editoria: Economia     Tamanho: 273 palavras

Edição: 1         Página: 25

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