BRASIL SUPERA EUA E PASSA A SER O 3º DESTINO DE INVESTIMENTO
ESTRANGEIRO
China e Índia lideram lista da ONU, feita em pesquisa com
multinacionais
GENEBRA.
O Brasil superou os Estados Unidos e passou a ocupar o terceiro lugar em um
ranking de prioridade de investimentos estrangeiros diretos (IED) entre 2010 e
2012, segundo pesquisa anual da Unctad, a agência das Nações Unidas para o
comércio e o desenvolvimento. No ano passado, o país aparecia na quarta
colocação, superando a Rússia, que este ano se manteve em quinto.
A
pesquisa com 236 empresas multinacionais e 116 agências de promoção de
investimentos indica que a China continua a ser o principal destino de IED,
seguida pela Índia, que passou da terceira para a segunda colocação, a qual, em
2009, era ocupada pelos EUA.
Os
dados da pesquisa da Unctad, que é realizada desde 1995, mostram que o impacto
da crise econômica global menor do que se temia em termos de IED, afetando
principalmente os países desenvolvidos. Nove dos 15 destinos prioritários de
investimento para os próximos dois anos estão em economias em desenvolvimento
ou em transição.
China deve atrair mais de US$100 bilhões
No
ano passado, a China era apontada como destino prioritário por 98
entrevistados. Este ano, o país foi citado 107 vezes, segundo informou a BBC
Brasil. Neste ano, o IED na China deve ultrapassar pela primeira vez os US$100
bilhões. O país atraiu US$58,4 bilhões de IED nos primeiros sete meses do ano,
20,7% mais do que no mesmo período de 2009.
O
número de citações da Índia como destino de investimentos também aumentou,
passando de 59 para 72, ainda segundo a BBC. O Brasil teve 70 menções, frente a
44 em 2009. Já a Rússia manteve o patamar 36 referências.
Já
as menções aos EUA caíram de de 81 para 69, assim como as do Reino Unido, que
passaram de 31 para 27, e as da Alemanha, de 28 para 24.
Os
países desenvolvidos, porém, ainda deverão ser a principal origem dos
investimentos no período
A
Unctad indica ainda que o otimismo cresceu entre as empresas e agências
pesquisadas: 43% pretendem aumentar os investimentos em 2010 frente a 2009,
enquanto 58% preveem aumentos em 2011 e 2012.
Se
no passado 47% se diziam pessimistas em relação às previsões para 2010, este
ano o número caiu para 36% em relação ao mesmo ano. Quando o assunto é o
futuro, 47% se dizem otimistas para 2011 e 62%, em relação a 2012.
Num
cenário de crescimento econômico global de 3% em
Jornal: O GLOBO Autor:
Editoria: Economia Tamanho: 487 palavras
Edição: 1 Página: 22
Coluna: Seção:
Caderno: Primeiro
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