MP FEDERAL APURA IMPROBIDADE NO DNIT
Servidores não fiscalizaram obras na BR-356 de R$40 milhões, que ficou
em estado crítico
Maria
Elisa Alves
O
atual superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes
(Dnit) no Rio, Marcelo Cotrim, seus dois antecessores e um
outro funcionário, lotado em Campos, são alvo de uma ação do Ministério Público
Federal, aceita semana passada pela 1º Vara Federal de Itaperuna, por
improbidade administrativa. Segundo o procurador Cláudio Chequer, os quatro
contrataram empresas para cuidar da conservação do trecho fluminense da BR-356
(entre a divisa com Minas Gerais e São João da Barra), mas, como não
fiscalizaram as obras adequadamente, a estrada continuou em péssimo estado.
De
acordo com a ação, entre 1999 e
Para
entrar com a ação, o procurador levou em consideração depoimentos de motoristas
profissionais que trafegam pela estrada e duas perícias. A primeira, realizada
em 2005 por técnicos da Universidade de Brasília (UnB), constatou que, em mais
de 60% do trecho fluminense, havia depressões, buracos, trincas e acostamento
coberto por vegetação, entre outros problemas. Nova vistoria, em 2009, feita
por perito do MP Federal, revelou os mesmos problemas.
—
Os contratos exigiam a qualidade do serviço por dez anos, mas, em menos de
cinco, o trecho estava péssimo de novo. Além disso, os dirigentes não fizeram
fotos, um diário da obra, como previsto. As empresas não respeitavam as normas
técnicas do Dnit para recapeamento — diz Chequer.
Se
condenados, os servidores podem perder a função e ter
que ressarcir a União. Procurado, Marcelo Cotrim não foi localizado. A
assessoria de imprensa do Dnit informou que ele já deu explicações ao MP
Federal.
Jornal: O GLOBO Autor:
Editoria: Rio Tamanho: 324 palavras
Edição: 1 Página: 17
Coluna: Seção:
Caderno: Primeiro
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