NÚMERO DE DETIDOS CHEGA A 1.200; MAIORIA FICA SOLTA
Deles, 70% já tinham passagem pela polícia
A
Seop vem combatendo a atuação de flanelinhas, enquadrados em exercício ilegal
da profissão. De janeiro de
—
A gente percebe que essas pessoas ficam bastante à margem da lei. Muitos deles
não estão ali porque não têm emprego, mas sim porque estão no crime mesmo — diz
o secretário de Ordem Pública, Alex Costa.
Para
combater os flanelinhas, a Seop, em parceria com a Guarda Municipal, vem
promovendo operações e também filmando grupos de guardadores para ajudar na
caracterização do crime de formação de quadrilha. Mas o esforço de fiscalização
não impede que motoristas continuem a ser achacados. A arquiteta Mônica Antunes
e o engenheiro Flávio Fleury tiveram que desembolsar R$5 para estacionar no
Baixo Gávea, no último domingo.
—
Eu não me sinto confortável, mas fazer o quê? Ele pediu R$5 e acertamos de
pagar na volta — contou Mônica, que mora em Ipanema. — Lá não é diferente.
Ontem,
flanelinhas circulavam livremente na esquina das ruas Farme de Amoedo e
Nascimento Silva e na Rua Henrique Dumont com Rua Redentor, em Ipanema.
—
Quem não sabe lidar com os flanelinhas se sente bem ameaçado. Mas moro no Rio
há 30 anos e não me deixo abater — disse um motorista que se identificou apenas
como Rogério e se recusou ontem a dar dinheiro a um guardador ilegal na Farme
de Amoedo.
Maria
Amélia Fernandes, da Associação de Moradores de Ipanema (Amipanema), reclama da
invasão de flanelinhas, principalmente nos fins de semana:
—
É uma prática que incomoda e preocupa. Existem alguns lugares críticos que
precisam de mais atenção, como toda a extensão da Rua Visconde de Pirajá.
Para
Evelyn Rosenzweig, presidente da Associação de Moradores do Leblon, somente uma
fiscalização ostensiva é capaz de deter a prática, que afasta consumidores do
bairro:
—
Os flanelinhas atrapalham muito, principalmente à noite, quando falta
policiamento. Alguns lugares têm gangues que extorquem dinheiro. No Leblon,
estacionamento é artigo de luxo.
Em
outra ponta da fiscalização, a Seop tenta impedir também que as calçadas da
orla, especialmente as que não contam mais com fradinhos, sejam tomadas por
carros.
Jornal: O GLOBO Autor:
Editoria: Rio Tamanho: 446 palavras
Edição: 1 Página: 15
Coluna: Seção:
Caderno: Primeiro
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