SITE DISCUTE QUESTÕES JURÍDICAS LIGADAS AOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO
Especialista em direito autoral analisa leis e a mídia em artigos
on-line
Fabio
Brisolla
As
complexas questões jurídicas relacionadas aos meios de comunicação viraram
objeto de estudo para o advogado Cláudio Lins de Vasconcelos. Autor do
recém-lançado livro “Mídia e propriedade intelectual — A crônica de um modelo
em transformação”, ele estendeu à internet a discussão presente na publicação e
criou o blog Direito e Mídia (www.direitoemidia.com.br). Em seu mais recente
artigo on-line, o advogado destaca a previsão realizada pela revista americana
“Wired”, que aposta no fim da internet nos moldes atuais, onde prevalecem sites
sem limitações ou restrições de acesso aos conteúdos. A semanal “The Economist”
também abordou o mesmo assunto.
—
A mídia está reavaliando o seu papel e buscando soluções para viabilizar sua
presença na internet — diz Vasconcelos.
O
especialista ressalta a importância de se preservar o papel de jornalistas e
outros profissionais especializados na produção do conteúdo divulgado pela
rede.
—
A atividade de mediação profissional de conteúdo é fundamental para a própria
democracia. É preciso haver alguém que saiba buscar a melhor informação,
analisar, enfim, transformar aquilo num produto de credibilidade, que seja
reconhecido pela qualidade.
Coordenador
da comissão de direitos autorais da Associação Brasileira da Propriedade Intelectual
(ABPI) e gerente do departamento jurídico da Fundação Roberto Marinho,
Vasconcelos ressalta a dificuldade de lidar com processos relacionados aos
meios de comunicação.
—
Ao tratar de questões jurídicas ligadas à mídia, nos deparamos com um choque
entre direitos fundamentais. De um lado, há o direito à imagem, à privacidade.
De outro, está o direito à informação, a liberdade de expressão. Não há como
priorizar uma coisa ou outra — pondera.
O
advogado lembra, entretanto, que alguns parâmetros precisam ser respeitados. E
cita como exemplo uma recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Na
semana passada, o Supremo suspendeu por liminar os efeitos de um trecho da lei
eleitoral que impedia a realização de sátiras aos candidatos, durante a campanha
política em programas de TV ou rádio.
—
A decisão do STF confirmou que censura prévia é intolerável. Isso já significou
uma conquista importante para a democracia brasileira — conclui Vasconcelos.
Jornal: O GLOBO Autor:
Editoria: O País Tamanho: 381 palavras
Edição: 1 Página: 14
Coluna: Seção:
Caderno: Primeiro
Caderno
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