CASA PRÓPRIA EM LONDRES
Embaixada do Brasil planeja comprar sede definitiva
Fernando
Duarte
LONDRES.
O Brasil deve concluir antes do fim do mês a compra da nova sede de sua
embaixada em Londres. Para isso, depende apenas da liberação de recursos do
Ministério do Planejamento. O imóvel escolhido é um prédio antes ocupado pelo
Royal Bank of Scotland, nas proximidades da praça de Trafalgar Square, avaliado
em R$ 63,8 milhões.
A
compra se segue a um impasse na renovação do aluguel de um dos dois prédios
adjacentes, ocupados pela atual sede, no bairro central de Mayfair. A embaixada
ficou sem espaço, e viu na aquisição uma chance de economizar a longo prazo. De
acordo com um documento enviado na semana passada ao Itamaraty, em Brasília, a
representação diplomática na capital britânica paga atualmente cerca de R$400
mil por mês, pelo aluguel dos dois prédios, que ficam numa das regiões de metro
quadrado mais caro da cidade, mas tradicionalmente ocupada por embaixadas, como
a dos Estados Unidos.
Desde
que a intenção de mudança foi anunciada, há cerca de um ano, a embaixada
estudou também uma proposta de leasing de um outro prédio em Mayfair, com área
semelhante à ocupada atualmente (de mil m). O custo total apresentado para um
período de 125 anos, no entanto, seria superior ao da compra do imóvel, de R$69
milhões.
—
A compra é mais econômica a longo prazo, pois é difícil imaginar que o governo
brasileiro algum dia vá deixar de ter uma embaixada em Londres. Mas não se pode
anunciá-la antes que ela seja concretizada, ainda mais quando dependemos de
liberação de verbas públicas. Esperamos que o negócio seja fechado em duas
semanas — disse ao GLOBO uma fonte da representação diplomática que participou
do processo de pesquisa dos imóveis.
A
embaixada também estaria em negociações para reaver cerca de R$23 milhões, a
título de ressarcimento pelos 35 anos restantes no leasing de um dos prédios
que atualmente são ocupados. No ano passado, a representação diplomática esteve
a ponto de adquirir um prédio perto do que é usado atualmente, de tamanho
menor. O negócio não se concretizou porque a oferta de R$55,8 milhões do
governo brasileiro foi coberta por outra proposta.
Jornal: O GLOBO Autor:
Editoria: O País Tamanho: 380 palavras
Edição: 1 Página: 14
Coluna: Seção:
Caderno: Primeiro
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