PELO SENADO, RIO TEM CAMPANHA DE MILHÕES
Principais candidatos arrecadaram mais de R$11 milhões; Lindberg tem
a maior receita
Miguel
Caballero e Rafael Galdo
Os
quatro primeiros colocados nas pesquisas para o Senado no Rio já arrecadaram e
gastaram, juntos, mais de R$11 milhões na campanha, de acordo com a segunda
prestação parcial de contas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O petista
Lindberg Farias foi o que declarou maior receita (R$4,1 milhões), ultrapassando
Jorge Picciani (PMDB), que arrecadou R$3,6 milhões e liderava a lista na
primeira parcial, em agosto. Cesar Maia (DEM) conseguiu R$2,7 milhões, enquanto
Marcelo Crivella (PRB) obteve R$593 mil.
A
arrecadação de Lindberg, Picciani e Maia supera com folga a receita do
candidato ao governo pelo PV, Fernando Gabeira, de R$1,3 milhão. E as despesas
do petista (R$5,6 milhões) chegaram a mais da metade dos R$10,3 milhões gastos
pelo governador Sérgio Cabral (PMDB), que tenta a reeleição. Lindberg, porém,
considerou “estranho” que sua candidatura fosse a mais cara.
—
Minha campanha nem de longe é a maior, para senador, no Rio. Minha prestação de
contas está rigorosamente dentro da lei. Tudo o que arrecado e gasto está lá —
disse ele, que recebeu R$2,5 milhões do PT nacional e, como maior despesa, usou
R$1,3 milhão com publicidade por material impresso.
Nas
contas de Picciani e de Maia, ambos com grande parte de suas receitas saída de
seus partidos, pesou mais a publicidade por placas, estandartes e faixas, que
consumiu R$1,5 milhão do peemedebista e R$ 664 mil do democrata.
As
campanhas de pelo menos seis candidatos a deputado federal também conseguiram
mais que R$1 milhão. A maior arrecadação, até agora, foi a de Deley (PSC), com
R$1,2 milhão, seguido de Pedro Paulo (PMDB), Luiz Sérgio (PT), Anthony
Garotinho (PR), Rodrigo Maia (DEM) e Eduardo Cunha (PMDB). Um total de 318
candidatos a deputado federal e
Jornal: O GLOBO Autor:
Editoria: O País Tamanho: 338 palavras
Edição: 1 Página: 14
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