FISCO DEVOLVE ADEILDDA AO SERPRO
Funcionária é suspeita de acessar dados sigilosos de tucanos
Germano
Oliveira
SÃO
PAULO. A Superintendência da Receita Federal em São Paulo divulgou uma nota,
ontem, informando que a analista Adeildda Ferreira Leão dos Santos, que acessou
dados sigilosos dos tucanos Eduardo Jorge, Luiz Carlos Mendonça de Barros,
Ricardo Sérgio de Oliveira e Gregório Marin Preciado, primo do candidato a
presidente José Serra (PSDB), não trabalha mais no órgão. A Receita informa ter
“encaminhado, na semana passada, ao Serviço Federal de Processamento de Dados
(Serpro), uma solicitação de retorno de Adeildda Ferreira Leão dos Santos
àquela empresa pública. A funcionária encontrava-se até então à disposição da
agência da Receita Federal em Mauá”.
Na
prática, isso significa que Adeildda não trabalha mais na Receita. Ela era
funcionária do Serpro e estava à disposição da Receita, em Mauá. Mas, em função
do seu envolvimento com a quebra de sigilo dos tucanos no dia
—
Ela não era funcionária de carreira da Receita — diz uma fonte do órgão.
Adeildda
trabalhava na agência de Mauá até 12 de abril deste ano, quando a Receita
fechou o escritório para reforma, pois a Eletropaulo dizia que o prédio corria
risco de incêndio. Dessa época para cá, ela vinha trabalhando na agência de
Santo André, também no ABC paulista.
Segundo
a Receita em São Paulo, isso não significa uma punição à funcionária.
—
Adeildda continua respondendo a processo administrativo e se ficar comprovado
que agiu de forma ilegal, a punição será a demissão a bem do serviço público.
Por ora, ela apenas não trabalha mais na Receita — informou essa fonte da
Receita em São Paulo.
Juntamente
com Antonia Aparecida Rodrigues dos Santos Neves Silva, que era chefe do
escritório de Mauá, Adeildda trabalhava na agência da Receita no fim do ano
passado, quando os dados sigilosos foram acessados.
Jornal: O GLOBO Autor:
Editoria: O País Tamanho: 331 palavras
Edição: 2 Página: 12
Coluna: Seção:
Caderno: Primeiro
Caderno
© 2001 Todos os
direitos reservados à Agência O Globo