ATÉ AGORA, QUATRO ACESSOS TIVERAM JUSTIFICATIVAS

 

Em alguns casos, o próprio tucano teria pedido informações

 

Em apenas quatro dos acessos aos dados de Eduardo Jorge, os órgãos onde os terminais foram usados deram explicações. Em relação à primeira consulta, por exemplo, ocorrida em 11 de março de 2009, de um terminal do Ministério Público Federal em Brasília, o MPF-DF argumenta que o acesso foi motivado por uma investigação contra Eduardo Jorge, interrompida em abril por decisão judicial.

 

Já no episódio de 8 de julho de 2009, o acesso partiu de um computador da sede do Banco Central, em Brasília. O órgão alega que o acesso foi feito “atendendo a requerimento formulado pelo Sr. Eduardo Jorge”.

 

Em relação ao dia 16 de outubro, os dados do tucano foram consultados de um computador da PF. Nesse caso, a instituição informa que a consulta ocorreu para se descobrir o endereço e o telefone do contribuinte, que prestaria depoimento no mês seguinte.

 

Sobre o acesso ocorrido no dia 20 de outubro, no terminal do Ministério Público no Distrito Federal e Territórios, o órgão informa que fez o acesso para responder a requerimento do próprio Eduardo Jorge.

 

Sem explicação ainda estão, entre outros: o acesso do dia 3 de abril, quando o CPF de Eduardo Jorge foi acessado de um terminal da Divisão de Tecnologia da Informação (Ditec) da Receita, em Brasília. No dia 7, houve outro acesso de um terminal do Fisco. Quatro dias mais tarde, os dados foram consultados de um terminal do MP no Distrito Federal, que não se pronunciou sobre os motivos do acesso.

 

Jornal: O GLOBO          Autor: 

Editoria: O País           Tamanho: 278 palavras

Edição: 1         Página: 9

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