TRE
DESMENTE PT
Contador
que usou procuração falsa sobre filha de Serra continua filiado ao partido
Germano
Oliveira e Adauri Antunes Barbosa
Osuposto
contador Antonio Carlos Atella Ferreira — que usou uma procuração falsa em nome
de Verônica Serra para obter ilegalmente seus dados fiscais na Receita Federal
— ainda é formalmente filiado ao PT, ao contrário do que informou o partido no
sábado. Ontem, a Justiça Eleitoral desmentiu a versão do PT, de que ele nunca
chegou a ter sua filiação concretizada por um erro de digitação de seu nome. O
Cartório Eleitoral onde o contador está registrado divulgou uma certidão
garantindo que o partido ainda não o desfiliou.
Segundo
certidão expedida ontem pelo cartório da 183ª Zona Eleitoral, de Ribeirão Pires
(SP), o Diretório do PT de Mauá oficializou à Justiça Eleitoral, em
Desfiliação não foi comunicada ao TRE
Na
certidão emitida ontem pela Justiça Eleitoral está a confirmação de que Atella
continua filiado ao PT. “Certifico que não há pedido de desfiliação do eleitor
acima mencionado nos arquivos da Justiça Eleitoral”, diz o documento assinado
por Fabiana Gonzalez Mendes, chefe do cartório da 183ª Zona Eleitoral de
Ribeirão Pires, onde Atella é eleitor regular.
Segundo
a assessoria de imprensa do TRE de São Paulo, o PT nunca informou à Justiça
Eleitoral que Atella estava desfiliado. A desfiliação precisaria ser comunicada
ao TRE, informou a assessoria. O nome do suposto contador, de acordo com o
tribunal, só foi excluído por divergências em seu domicílio eleitoral, e não
porque o PT o tenha desfiliado.
Assim,
em
O
PT de Mauá informou que Atella não era militante ativo. Em nota divulgada
sábado, disse que Atella chegou a apresentar proposta de filiação com o nome de
Antonio Carlos Atelka Ferreira. Por essa versão, devido ao erro de digitação
(Atelka no lugar de Atella), o contador não teve seu pedido de filiação
efetivado. Mas o TRE negou que o contador tenha se filiado com o nome de
Atelka.
Em
nota divulgada ontem à noite, o secretário nacional de Organização do PT, Paulo
Frateschi, afirma que a certidão da 183ª Zona Eleitoral de Ribeirão Pires “não
contradiz a informação central” do partido sobre o registro de Atella e
insistiu na versão apresentada no fim de semana: “Reafirmamos que o nome do
senhor Antonio Carlos Atella Ferreira consta no cadastro do partido
incorretamente grafado como Antonio Carlos Altelka Ferreira, conforme divulgado
pelo PT-SP”, diz a nota.
Para
o PT nacional, o “esclarecimento” do TRE não contradiz a informação dada
anteriormente. “Ao contrário, corrobora nossa afirmação, de que ele nunca
procurou o partido para regularizar sua situação, bem como não participou de
qualquer órgão de direção partidária nem de qualquer evento, seminário, reunião
ou atividade promovida pelo diretório, não tendo nunca cumprido quaisquer
obrigações estatutárias.”
Servidora é filiada ao PMDB desde 81
Apesar
de referendar a versão da seção paulista do partido, o presidente nacional do
PT, José Eduardo Dutra, afirmou ontem que petistas que venham a ser culpados de
irregularidades no escândalo da quebra de sigilo serão punidos:
—
Não há nenhuma participação institucional do partido ou da campanha nos
vazamentos. Eles (filiados envolvidos) deverão responder na Justiça e ao
partido pelos atos que cometeram.
O
TRE paulista informou ontem que outra funcionária da Receita de Mauá, Ana Maria
Rodrigues Caroto Cano, que em 2009 acessou dados do vice-presidente do PSDB,
Eduardo Jorge, de mais três tucanos e dezenas de outros é filiada ao PMDB desde
Ana
Maria estava na Receita de Mauá cedida pelo Serpro, assim como Adeildda
Ferreira Leão dos Santos. Ana Maria e e Adeildda usaram a senha de Antonia
Aparecida Rodrigues dos Santos Neves Silva, que chefiava o escritório da
Receita em Mauá, para obter os dados dos tucanos de forma “imotivada”, já que
eles não têm domicílio na cidade.
De
4 de agosto a
O
TRE informou que as outras três funcionárias da Receita envolvidas na quebra do
sigilo, Antonia Aparecida, Adeildda e e Lucia de Fátima Gonçalves Milan (que
liberou os dados de Verônica com o uso da procuração falsa), não têm filiação
partidária.
COLABOROU
Gerson Camarotti
Jornal: O
GLOBO Autor:
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O País Tamanho: 861 palavras
Edição: 1 Página: 3
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Primeiro Caderno
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